Três empresas entram em recuperação judicial com mais de R$ 55 milhões em dívidas

Três empresas de Mato Grosso, duas do agronegócio e uma do setor de transportes, entraram com pedidos de recuperação judicial e somam mais de R$ 55 milhões em dívidas declaradas. Os processos envolvem produtores rurais de Sinop e Apiacás, além de uma transportadora de Lucas do Rio Verde. Em comum, os casos já têm plano de recuperação protocolado e prazo aberto para objeções dos credores, segundo publicações no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (19).
Na área do agronegócio, o maior processo é o do grupo formado por Ricardo Cardoso da Silva e Elizete Aparecida Alves, com valor da causa de R$ 23,4 milhões. Com atuação em Sinop, o grupo apresentou o plano de recuperação à Justiça e abriu o prazo de 30 dias para manifestações de credores. O Banco da Amazônia aparece como maior credor, com R$ 11milhões a receber, seguido pelo Banco do Brasil (R$ 4,3 milhões), Santander (R$ 2,4 milhões),Verde Agrícola (R$ 1,2 milhão) e Agro Amazônia (R$ 915 mil). A administração judicial do caso está sob responsabilidade da Valorize Administração Ltda.
Outro caso no setor agrícola é o da família Lovezutte, formada por Carlos Alberto, Edenilce e Murilo Lovezutte, que protocolaram pedido de recuperação com valor de R$ 15,5 milhões. As propriedades rurais estão localizadas em Apiacás, incluindo a Fazenda Terra Roxa e glebas na região. O plano foi apresentado à Justiça com prazo para objeções já em andamento. O maior credor listado é o Banco do Brasil, com R$ 4,5 milhões, seguido por Sicredi Univales (R$ 1milhão), Caixa Econômica Federal (R$ 994 mil), Dipagro (R$ 493 mil), além de débitos com empresas como Bunge Alimentos e Casa do Adubo. A administração judicial também ficou a cargo da Valorize.
Já no setor de transportes, a empresa Omega Transportes Rodoviários Ltda, sediada em Lucas do Rio Verde, busca reestruturar R$ 17 milhões em dívidas. O edital publicado convoca os credores para uma Assembleia Geral virtual, que será realizada em duas chamadas: a primeira em 13 de fevereiro e a segunda, se necessária, em 20 de fevereiro. A administradora judicial responsável é a M A Lorga Administração Judicial Ltda.
Nos três processos, o prazo para objeção aos planos de recuperação já está em curso. Caso os credores não se manifestem dentro do período legal, os planos seguem para avaliação e votação nas assembleias gerais. Se houver contestação, o processo entra em nova fase de negociação ou litígio, com possibilidade de rejeição ou alterações no plano.
Fonte: https://www.olharjuridico.com.br/noticias/exibir.asp?id=62073¬icia=tres-empresas-entram-em-recuperacao-judicial-com-mais-de-r-55-milhoes-em-dividas&edicao=1






